Como??? Não se sabe.....

Hoje ao acordar escutei uma voz vinda do rádio que perguntava “Sua vida está como imaginava há dez anos atrás?. Eu até então mais dormindo do que acordada não prestei muito atenção, mas depois do nada comecei a pensar na vida, não fiquei tão triste remoendo o passado, afinal há dez anos atrás eu ainda estava no auge dos meus 12 anos, o que se faz com doze anos? No meu caso, levava uma vida dita normal para a idade, escola, amigos, igreja, família, diários e etc. Mas inverti a ordem da pergunta e me perguntei , Como estarei daqui a 10 anos? O confesso que fiquei horrorizada, não da vida mas um medo de falhar, sei lá dá um sentimento de impotência como se ao chegar nesses próximos dez anos se não conseguir realizar o que eu imagino serei infeliz. Mas logo esse medo me foi embora, e conclui que tudo que vivemos é válido, talvez não irei viver tudo exatamente como imagino no meu “script”, mas percebo que as vezes até os improvisos saem melhor do que o escrito no roteiro. A vida vale a pena ser vivida e muito, e nos mínimos detalhes, não acredito em destino como uma coisa feita e acabada, mas que podemos ser agentes da nossa própria história, e como tal, temos livre arbítrio para mudar o que nós der na telha, e o que conseguimos é claro.
E sem demora deixo aqui um texto do Veríssimo que sempre gostei, fala um pouco disso.
O quase
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Escrito por Maria Maria às 18h40
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Se a vida não é como nós pensamos, então o que estou pensando agora sobre ela não é????
Sabe quando vc tem aqueles pensamentos filosofais e ainda acredita neles..hehehehe??? É muito engraçado isso, vc para e fica olhando para o nada pensando em coisas que na sua mente é resposta para o tão falado dito “Ser ou não Ser eis a Questão”. Isso me faz lembrar Shakespeare, sempre o achei muito melodramático. Acreditem as novelas mexicanas seguem a linha shakesperiana .
Tem horas que eu me supero, esses tempos estou tão reflexiva, estou até pensando em fazer facul de Psicologia (seria mais uma das minhas tranzes filosofais e pensativas?). Então me perguntam, não seria fazer filosofia? Claro que não, não quero filosofar quero me entender, se é que curso de psicologia serve para isso. Acho isso tudo magnifico, pra alguma coisa deve servir tanta queimação de mufa, tanta interrogação, pensem, entender uma pessoa, o que ela sente o que realmente pensa, é incrível. Agora só não sei quanto tempo leva essa busca pela sabedoria, deve ser infinita, mas só percebemos quando estamos mais resguardados e silênciosos. Ou claro em um buteco curtindo a maior dor de cotovelo do mundo.
Escrito por Maria Maria às 18h35
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